Por que o milho é tão comum nas festas juninas?

Saiba a razão para tantas comidas da festa mais querida dos brasileiros serem feitas com esse grão

Por: Job Space

Junho é quase sinônimo de festa junina. As festividades em celebração a São João, São Pedro e Santo Antônio são feitas em todos os cantos do país e representam uma das expressões populares e culturais mais tipicamente brasileiras. E uma das principais características das festas juninas são as comidas típicas. Mas você já reparou que boa parte das comidas de festa junina são à base de milho?

Há uma boa razão para isso, e não é só por que o milho é delicioso e prático: tem a ver também com as origens históricas do Brasil e com as características da nossa agricultura.  

Milho, milho e mais milho

A festa junina tem origem europeia. Os agricultores de lá celebravam as colheitas de junho com comemorações que deram origem às nossas festas juninas. Em Portugal, a colheita celebrada era a do trigo. Como o Brasil não era um grande produtor de trigo, quando a tradição foi trazida para cá, outro grão passou a ser comemorado e utilizado: o bom e velho milho - junho é o mês em que o milho é colhido. Conhecimentos indígenas e africanos foram utilizados nesse processo para criar novos pratos, que se tornaram típicos dessa época.

É por isso que boa parte das comidas de festa junina são à base de milho: desde o próprio milho cozido até a pamonha, o curral, a pipoca, o bolo de milho, entre tantas outras guloseimas. Mesmo alguns dos pratos que só são mais comumente consumidos em certas regiões nas festas juninas são à base de milho, como o cuzcuz, típico da região nordeste, e a polenta, consumida nas festas do Rio Grande do Sul.

Com o tempo e as diferentes características de cada região, outros alimentos tornaram-se comuns, como docinhos à base de amendoim, cachorro-quente, quentão, pinhão e vários outros. Mas é praticamente impossível encontrar uma festa junina sem pelo menos algum alimento com nosso querido milho.

 


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